“Tentaram transformar o feminismo em coisa de mulher chata”

Essa foi a frase de Nathalia Dill em sua entrevista para a revista Marie Clair. O que exatamente ela quis dizer com essa frase eu realmente não sei, já que não fui a nenhuma banca no dia 29 (quando sairía a edição que continha essa entrevista) comprar a tal revista. Porém, embora não façamos idéia do contexto da fala da entrevistada (já que uma frase isolada pode nos levar a um sentido completamente diferente da idéia descrita na redação), não precisa ser muito esperto ter o intelecto tão evoluído para concordar com a fala da nossa querida atriz global.

Primeiramente gostaria de ressaltar a importancia que teve tal movimento, em especial no século XIX. É inegável que sem o feminismo, nem aqui escrevendo eu estaria. Mas também é inegável que transformaram um movimento de extrema importância em uma grande putaria uma grande oba oba regado a peitos de fora promiscuidade e mulheres cagando em público nojeira em via pública. Quando mulheres resolveram queimar seus sutiãs (que na verdade não foram queimados) em público como forma de protesto, gerou em toda a sociedade daquela época um enorme BERRO espanto e choque, tendo em vista que mulher tinha que estar lavando louça e não fazendo revolução o conservadorismo massivo vivido naquela época.

Hoje em dia, depois de tanto anos e tantas modificações presentes na nossa sociedade, obiviamente que queimar (verdadeiramente ou simbolicamente) sutiãs em praça pública não seria suficiente pra chocar nem um religioso fanático Levi Fidélix e cia. Que dirá pessoas normais. E acho que por essa razão resolveram radicalizar.

Foi quando o feminismo se tornou sinônimo de peitos de fora, cruxifixos nos orifícios alheios, cocô em praça pública e militantes loucas que enxergam machismo até na mosca  opressora que pousa em sua bunda.

Flertes passaram a ser assédio, transas mal dadas se tornaram estupro, criticas às quengas assumidas mulheres exibidas passou a ser machismo e sinônimo de defesa da “cultura do estupro”. O mundo passou a ser regulado por pessoas que se quer conseguem delimitar o que é uma situação corriqueira entre homem versus mulher e abuso.

Homens passaram a ser estupradores em potencial (todos os homens, em regra), enquanto que começamos a ser tratados por “macho” e “fêmea” (as vezes acho que sou um filhote em uma feira). Mulheres sempre são vítimas, e questionar a situação na intenção de indivudualizar o modo como deverá ser tratado cada caso passou a ser “culpabilizar a vítima”.

Com tanta distorção do movimento e tanta patrulha apontando o que é ou não machismo, o feminismo acabou sim se tornando coisa de mulher chata e as vezes com chato, devido a tantos pelos de forma que as mulheres que não se incluem nesse perfil, passaram a ter vergonha de se dizer feminista.

Toda mulher que defende seu direito de ser tratada de forma digna, como qualuqer outro ser humano, não aceitando distinções somente por uma razão de gênero, é de fato feminista. No entanto, nem todas são mulheres chatas e com chato praticantes do feminismo louco que é tendência atualmente.

Então sim, senhorita global, conseguiram transformar o feminismo em coisa de mulher chata. Mas isso não significa que precisamos abrir mão de defender nossa dignidade. Basta saber exatamente o lado que queremos ficar, com quem queremos lutar, e como iremos lutar.

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